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Desglobalização e Combate à Fome: Soberania Alimentar, Reforma Agrária e Cooperação Internacional

Apesar da existência da possibilidade técnica de se alimentar todas as pessoas do mundo, convivemos com o fato de que cerca de 850 milhões de pessoas no planeta vivem em insegurança alimentar. Na verdade, a fome ocorre em meio ao desperdício de alimentos e a uma crescente epidemia de obesidade e doenças associadas. A questão da fome no mundo não é, desde meados do século XX, um problema de existência de alimentos, mas sim de distribuição da produção e da forma de acesso à comida. Parte importante dos padrões que conformam este cenário tem conexão com as Relações Internacionais. Interesses geopolíticos e econômicos acabam por formatar regimes, acordos e Organizações Internacionais que favorecem esse modelo em oposição a alternativas que poderiam não apenas sustentar mais pessoas, como também prover uma alimentação mais saudável. A atual Pandemia da COVID-19 tem relação direta com o modelo vigente.

Desde os anos 1990 acadêmicos e especialistas têm alertado que a expansão do comércio internacional agroalimentar – que provê comida produzida em locais distantes de onde ela será consumida – é carregada de fatores que podem desencadear pandemias, principalmente as respiratórias. O objetivo deste seminário é explicar como este sistema foi construído e quais são as forças que o mantém. Destacaremos a posição dúbia do Brasil nesse quadro, apontando as contradições por ser grande exportador de agrocommodities e produtor de alimentos via agricultura familiar. Por fim, concluiremos com uma reflexão sobre a necessidade de amplos projetos de reforma agrária, que promovam circuitos curtos de produção e consumo de alimentos, e que seja implementado com ampla cooperação internacional. Trata-se da defesa de uma proposta de Soberania Alimentar.


Confira abaixo a palestra na íntegra.



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